Atividades para obtenção de petróleo e derivados

-->Exploração
O ponto de partida na busca do petróleo é a Exploração, que realiza os estudos preliminares para a localização de uma jazida. Nesta fase é necessário analisar muito bem o solo e o subsolo, mediante aplicações de conhecimentos de Geologia e de Geofísica, entre outros. A geologia realiza estudos na superfície que permitem um exame detalhado das camadas de rochas onde possa haver acumulação de petróleo. Quando se esgotam as fontes de estudos e pesquisas de Geologia, iniciam-se, então, as explorações Geofísicas no subsolo. A Geofísica, mediante o emprego de certos princípios da física, faz uma verdadeira radiografia do subsolo. Um dos métodos mais utilizados é o da Sísmica. Compreende verdadeiros terremotos artificiais, provocados, quase sempre, por meio e explosivos, produzindo ondas que se chocam contra a crosta terrestre e voltam à superfície, sendo captadas por instrumentos que registram determinadas informações de interesse do Geofísico.

-->Perfuração
A perfuração é a segunda fase na busca do petróleo. Ela ocorre em locais previamente determinados pelas pesquisas Geológicas e Geofísicas. Para tanto, perfura-se um poço - o Poço Pioneiro - mediante o uso de uma sonda(ou Torre de Perfuração) que é o equipamento utilizado para perfurar poços. Esse trabalho é feito através de uma Torre que sustenta a coluna de perfuração, formada por vários tubos. Na ponta do primeiro tubo encontra-se a broca, que, triturando a rocha, abre o caminho das camadas subterrâneas. Comprovada a existência de petróleo, outros poços são perfurados para se avaliar a extensão da jazida. Essa avaliação é que vai determinar se é comercialmente viável, ou não, produzir o petróleo descoberto. Caso positivo, o número de poços perfurados forma um Campo de Petróleo. Atualmente esses poços para produção são horizontais e emprega-se o sitema de Direcional do poço, para um melhor aproveitamento da jazida.
-->Produção
Revelando-se comercial, começa a fase da Produção naquele Campo. Nesta fase, o óleo pode vir à superfície espontaneamente, impelido pela pressão interna dos gases. Nesses casos temos os chamados Poços Surgentes. Para controlar esse óleo usa-se, então, um conjunto de válvulas denominado Árvore de Natal. Quando, entretanto, a pressão fica reduzida, são empregados processos mecânicos, como o Cavalo de Pau, equipamento usado para bombear o petróleo para a superfície, além de outros. Os trabalhos em mar seguem os mesmos critérios aplicados em terra, mas utilizam equipamentos especiais de perfuração e produção: as Plataformas e os Navios-Sonda. Junto à descoberta do petróleo pode ocorrer, também, a do Gás Natural. Isso acontece, principalmente, nas bacias sedimentares brasileiras, onde o gás natural, muitas vezes, encontra-se dissolvido no petróleo, sendo separado durante as operações de produção. Tecnicamente chama-se a isto de Gás Associado ao Petróleo. O petróleo e o gás descobertos não são totalmente produzidos. Boa parte deles fica em disponibilidade para futuras produções, em determinado momento. São chamadas Reservas de Petróleo e de Gás. Dos campos de produção, seja em terra ou mar, o petróleo e o gás seguem para o parque de armazenamento, onde ficam estocados. Este parque é uma grande área na qual se encontram instalados diversos tanques que se interligam por meio de tubulações.
-->Refino
Uma Refinaria é como uma grande fábrica, cheia de equipamentos complexos e diversificados, pelos quais o petróleo vai sendo submetido a diversos processos para a obtenção de muitos derivados. Refinar petróleo é, portanto, separar suas frações, processá-lo, transformando-o em produtos de grande utilidade: os derivados de petróleo. A instalação de uma Refinaria obedece a diversos fatores técnicos, dos quais destacam-se a sua localização nas proximidades de uma região onde haja grande consumo de derivados e/ou nas proximidades das áreas produtoras de petróleo, A Petrobrás possui 11 refinarias, estrategicamente localizadas do norte ao sul do País. Responsáveis pelo processamento de milhões de barris diários de petróleo, essas refinarias suprem nosso mercado com todos os derivados que podem ser obtidos a partir do petróleo nacional ou importado: gasolina, óleos combustíveis, além de outros.
-->Transporte
O transporte na indústria petrolífera se realiza por Oleodutos, Gasodutos, Navios Petroleiros e Terminais Marítimos. Oleodutos e Gasodutos são sistemas que transportam, respectivamente, o óleo e o gás, por meio de dutos (tubos) subterrâneos. Navios Petroleiros transportam gases, petróleo e seus derivados e produtos químicos. Terminais Marítimos são instalações portuárias para a transferência da carga dos navios para a terra e vice-versa. Instalados estrategicamente em diversos pontos do País, a Petrobrás dispõe, de 8 Terminais, uma rede de dutos e uma ampla frota de Navios Petroleiros.

História do petróleo no Brasil

A história do petróleo no Brasil começou na Bahia, onde, no ano de 1858, o decreto n.º 2266 assinado pelo Marquês de Olinda, concedeu a José Barros Pimentel o direito de extrair mineral betuminoso para fabricação de querosene de iluminação, em terrenos situados nas margens do Rio Marau, na Província da Bahia. No ano seguinte, em 1859, o inglês Samuel Allport, durante a construção da Estrada de Ferro Leste Brasileiro, observou o gotejamento de óleo em Lobato, no suburbio de Salvador.
Em 1930, setenta anos depois e após vários poços perfurados sem sucesso em alguns estados brasileiros, o Engenheiro Agrônomo Manoel Inácio Bastos, realizando uma caçada nos arredores de Lobato, tomou conhecimento que os moradores usavam uma lama preta, oleosa para iluminar suas residências. A partir de então retornou ao local várias vezes para pesquisas e coletas de amostras, com as quais procurou interessar pessoas influentes, porém sem sucesso, sendo considerado como "maníaco".Em 1932 foi até o Rio de Janeiro, onde foi recebido pelo Presidente Getúlio Vargas, a quem entregou o relatório sobre a ocorrência de Lobato. Finalmente, em 1933 o Engenheiro Bastos conseguiu empolgar o Presidente da Bolsa de Mercadorias da Bahia, Sr. Oscar Cordeiro, o qual passou a empreender campanhas visando a definição da existência de petróleo em bases comerciais na área. Diante da polêmica formada, com apaixonantes debates nos meios de comunicação, o Diretor-Geral do Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, Avelino Inácio de Oliveira, resolveu em 1937 pela perfuração de poços na área de Lobato, sendo que os dois primeiros não obtiveram êxito.
Em 29 de julho de 1938, já sob a jurisdição do recém-criado Conselho Nacional de Petróleo - CNP, foi iniciada a perfuração do poço DNPM-163, em Lobato, que viria a ser o descobridor de petróleo no Brasil, quando no dia 21 de janeiro de 1939, o petróleo apresentou-se ocupando parte da coluna de perfuração.O poço DNPM-163, apesar de ter sido considerado antieconômico, foi de importância fundamental para o desenvolvimento da atividade petrolífera no Estado da Bahia. A partir do resultado desse poço, houve uma grande concentração de esforços na Bacia do Recôncavo, resultando na descoberta da primeira acumulação comercial de petróleo do país, o Campo de Candeias, em 1941. A constatação de petróleo na Bacia do Recôncavo viabilizou a exploração de outras bacias sedimentares terrestres, primeiramente pelo CNP e, posteriormente, pela PETROBRAS.
O petróleo continua sendo descoberto e explorado na plataforma continental e nos mais distantes rincões do subsolo nacional; recentemente tivemos a inauguração das instalações de escoamento de petróleo no Campo de Rio Urucu, na longínqua Bacia do Alto Amazonas.
Neste contexto, insere-se a realização do III SEMINÁRIO DE GEOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO E RESERVATÓRIO, na Bahia, como mais um dos eventos que comemoram a definitiva consolidação de indústria de petróleo no Brasil.

Petróleo no Mundo

Não se sabe quando despertou-se a atenção do homem, mas o fato é que o petróleo, assim como o asfalto e o betume, eram conhecidos desde os primórdios da civilização.
Nabucodonosor usou o betume como material de liga nas construção dos célebres Jardins Suspensos da Babilônia.
Os egípcios o usaram para embalsamar os mortos e na construção de pirâmides, enquanto gregos e romanos dele lançaram mão para fins bélicos.
Só no século 18, porém, é que o petróleo começou a ser usado comercialmente, na indústria farmacêutica e na iluminação. Como medicamento, serviu de tônico cardíaco e remédio para cálculos renais, enquanto seu uso externo combatia dores, cãimbra e outras moléstias. Até a metade do século passado, não havia ainda a idéia, ousada para a época, da perfuração de poços petrolíferos.
As primeiras tentativas aconteceram nos Estados Unidos, com Edwin L. Drake. Lutou com diversas dificuldades técnicas, chegando mesmo a ser cognominado de "Drake, o louco". Após meses de perfuração, Drake encontra o petróleo, a 27 de agosto de 1859. Passados cinco anos, achavam-se constituídas, nos Estados Unidos, nada menos que 543 companhias entregues ao novo e rendoso ramo de atividades.
Na Europa floresceu, em paralelo á fase de Drake, uma reduzida indústria de petróleo, que sofreu a dura competição do carvão, linhita, turfa e alcatrão - matérias-primas então entendidas como nobre. Naquela época, as zonas urbanas usavam velas de cera, lâmpadas de óleo de baleia e iluminação por gás e carvão. Enquanto isso, no campo, o povo despertava com o sol e dormia ao escurecer por falta de iluminação noturna. Assim, as lâmpadas de querosene, por seu baixo preço, abriram novas perspectivas ao homem do campo, principalmente, permitindo que pudesse ler e escrever á noite.A invenção dos motores á gasolina e a diesel, no século passado, fez com que outros derivados, até então desprezados, passassem a ter novas aplicações.Assim, ao longo do tempo, o petróleo foi se impondo como fonte de energia eficaz.
Hoje, além de grande utilização dos seus derivados, com o advento da petroquímica, centenas de novos produtos foram surgindo, muitos deles diariamente utilizados, como os plásticos, borrachas sintéticas, tintas, corantes, adesivos, solventes, detergentes, explosivos, produtos farmacêuticos, cosméticos, etc. Com isso, o petróleo além de produzir combustível e energia, passou a ser imprescindível a utilidade e comodidades da vida de hoje.

Teorias Sobre a Origem do Petróleo

São muitas e controvertidas, figurando entre as principais:

  • Origem estritamente mineral, defendida por Mendeleiev, Berthelot e Missan.
  • Teoria orgânica, que postula a participação animal e vegetal.

-->A teoria estritamente mineral afirma que o petróleo se formou a partir de carburetos (de alumínio, cálcio), que submetidos à hidrólise, deram origem à hidrocarbonetos (metanos, alcenos,etc). Estes sob pressão e por aquecimento, teriam se polimerizado e condensado, originando o petróleo.
-->A teoria orgânica alega que a presença de compostos nitrogenados, clorofilados e hormônios no petróleo pressuporia a participação animal e vegetal na sua formação. Os pesquisadores modernos, em sua grande maioria, reconhecem apenas como válida esta teoria. Nela destaca-se o papel de microrganismos animais e vegetais, que sob a ação de bactérias, formariam uma pasta orgânica no fundo dos mares, que misturada com lama e areia, se transformariam em rochas. Embora aceita, a teoria ainda não conseguiu esclarescer completamente por que processos teria a matéria orgânica se convertido em petróleo e gás natural.
O petróleo é encontrado nas bacias sedimentares, depressões na superfície da terra preenchidas por sedimentos que se transformaram, em milhões de anos, em rochas sedimentares. A acumulação de petróleo depende de alguns fatores. É necessário que existam rochas geradoras que contenham a matéria-prima (pasta orgânica) que se transforma em petróleo e as chamadas rochas-reservatório, que possuem espaços vazios, chamados poros, capazes de armazenar o petróleo. Essas rochas devem estar envolvidas em armadilhas chamadas trapas. Formam-se compartimentos isolados no subsolo, onde o petróleo se acumula e de onde não tem condições de escapar. São as jazidas de petróleo.

Congratulações

Venho por meio desta postagem, parabenizar o belíssimo trabalho que o blog:
vem realizando a nível de divulgação política e informação regional ao longo de sua curta, mais louvável existência.
Parabéns Guilherme e equipe.

TERMINOLOGIA DE SONDA

PORTUGUÊS / INGLÊS - Parte 2
É novo em perfuração? Não conhece todos os termos usados na área de petróleo?
Use este guia para não ficar perdido, segue junto a forma de pronúncia de cada termo.


DESCENDO C/ EXTREMIDADE ABERTA - RUN IN OPEN ENDED (rân in ôupen endid)
DESCENDO NO POÇO COM - GOING IN THE HOLE WITH (gouin in dê rôule uífe)
DESCARREGANDO CAMINHÕES - OFF LOAD, UNLOAD TRUCKS (ófi lôud, anlôud truâkis)
DESCARREGANDO PRESSÃO - BLEED OFF PRESSURE (blid ófi pruechur)
DESGASEIFICADOR - DESGASSER (digassa)
DESLOCANDO ÁCIDO - SPOT ACID (spót ácid)
DESLOCANDO CIMENTO - DISPLACE CIMENT (displêisse ciment)
DESMONTANDO EQUIPAMENTO - RIG DOWN (ruig dáun)
DESMONTANDO BOP - NIPPLE DOWN BOP (nipôl dáun bop)
DESSILTADOR - DESSILTER (dissíltar)
DESTRUINDO FERRO (no poço) - MILL(ING) JUNK (miling jânk)
DESVIANDO POÇO - SIDE TRACKING (saide truaking)
DIVISÃO DE TEMPO (no boletim) - TIME BREAK-DOWN (táime brêique dáun)
DEVAGAR - SLOWLY (islôuli)
DEPRESSA - FAST (fást)
DESTRANCAR REBOCADOR - TURN LOOSE THE BOAT (târni lûze dê bôut)
DISTÂNCIA DO FUNDO DA PLATAFORMA ATÉ A ÁGUA - AIR GAP (ér gáp)
EIXO - SHAFT (sháfit)
ELEVADOR - ELEVATOR (eléveitor)
EMBREAGEM - CLUTCH (clâtch)
EMBREAGEM DE GUINCHO - DRAWWORKS CLUTCH (drôuorkis clâtch)
EMBREAGEM DE MESA - ROTARY CLUTCH (rôutari clâtch)
EMPILHADEIRA - FORKLIFT (fórkilífit)
ENCAMISANDO PEIXE - GOING OVER FISH (gouin ôver fich)
ENCONTRANDO TOPO DO PEIXE À - TOP OF FISH FOUND AT....m..... (tóp óv fich fáund át
ENCONTRANDO TOPO DO TAMPÃO À - TAG TOP OF PLUG AT....m..... (tég tóp óv plâg át
ERUPÇÃO - KICK (kík)
ERUPÇÃO DESCONTROLADA - BLOW-OUT (blôu-aut)
ESCRITÓRIO - OFFICE (ófisse)
ESPAÇO ANULAR - ANNULUS (ainhulês)
ESPUMA - FOAM (foume)
ESTABILIZADOR - STABILIZER (esteibilaizer)
ESTABILIZADOR ACIMA DA BROCA - NEAR BIT STABILIZER (niar bit esteibilaizer)
ESTALEIRO DE TUBOS - PIPE RACK (páip rûaqui)
ESTAMPADOR - IMPRESSION BLOCK (imprechiôn blóqui)
ESTOQUE - STOCK (istóqui)
EXTREMIDADE - END (end)
EXTREMIDADE ABERTA - OPEN ENDED (ôupen endid)
FALHA - FAULT (fóut)
FALHOU - FAILED (fêild)
FALHOU (totco) - MISRUN (mísrûan)
FAZENDO COMPRESSÃO DE CIMENTO - CEMENT SQUEEZE (ciment iskuíze)
FAZENDO LAMA - MIXING MUD (mícssin mâd)
FAZENDO TAMPÃO DE CIMENTO - CEMENT PLUG (ciment plâg)
FAZENDO TESTE - TESTING (téstin)
FECHANDO HYDRIL - CLOSE HYDRIL (clôuse ráidril)
FERRAMENTA DE TESTE - TESTING TOOLS (téstin tûls)
FERRAMENTA PRENDEU - GET STUCK (gét istâqui)
FERRAMENTA PRESA - STUCK PIPE (istâqui páip)
FERRAMENTA QUEBROU - TWISTED-OFF STRING (tuisted ófi istring)
FILTRO - FILTERS (fílters)
FILTRADO - FILTRATE, WATER LOSS (filtrêit, uôter lós)
FLUTUANDO - FLOATING (flôuting)
FOLHELHO DESMORONADO - SLOUGHING SHALE (islâfin chêiou)
FREIO - BRAKE (brêiqui)
FUNIL (p/ fazer lama) - MUD HOPPER (mâd róper)
FUNIL (p/ medir viscosidades) - MARSH FUNNEL (márchi fanél)
GANCHO - HOOK (rûk)
GARRA - GRAPPLE (gruapôl)
GASOLINA - GASOLINE (gassoline)
GAVETA - RAM (rêm)
GAVETA (no poço) (chaveta) - KEY SEAT (quí sít)
GAVETA CEGA - BLIND RAM (blaind rêm)
GAVETA DE TUBO - PIPE RAM (páip rêm)
GAXETA - PACKING (pákin)
GERADOR - GENERATOR (dgenereitor)
GUINCHO - DRAWWORKS (drôuorkis)
GUINDASTE - CRANE (crêine)
HASTE QUADRADA - (SQUARE) KELLY (iskuér kéli)
HASTE DO PISTÃO - PISTON ROD (pístôn ruód)
HIDRÁULICO DO TAMBOR DE FREIO - HYDROMATIC (ráidrôumátic)
HOMEM DE ÁREA - ROUSTABOUT (ruástabáut)

VAGAS DO DIA

COORDENADOR DE LOGÍSTICA DE PESSOAL
Profissional com curso superior, inglês fluente, pois irá lidar com expatriados embarcados, experiência em embarques x desembarques de pessoal, deslocamentos, hotéis, ou seja, todo controle e suporte operacional de funcionários que trabalham na embarcação. Seu local de trabalho é em terra, no escritório da empresa. Currículum, com pretensão salarial, para:
PSICÓLOGOS ASSOCIADOS LTDA E-mail: mailto:psicologos@psicologosassociados.com.br
ou Enviar CV para talentos@psicologosassociados.com.br
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Empresa ligada ao Petróleo contrata para Rio de Janeiro:
Comprador
- Formação Superior (completa), preferencialmente em Administração ou Engenharia
- Experiência em Negociações de Compras Nacionais e Internacionais
- Bons conhecimentos de Logística Integrada
- Inglês Fluente

Analista de Importação
- Formação Superior (completa), preferencialmente em Comércio Exterior
- Experiência em Trâmites de Importação e Exportação
- Conhecimento da Legislação Aduaneira
- Bons Conhecimentos de Inglês

Email para envio de CV: diasgabriella@hotmail.com
Colocar no assunto o nome da vaga: Comprador ou Analista de Importação.

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LISTA DE VAGAS DISPONÍVEIS NO SITE DA ICN: Esta página apresenta apenas parte das informações sobre as vagas.
Interessados, favor cadastrar o currículo no site: http://www.icn.srv.br/vagas/index.php

ID: [265]Auxliar de Movimentação de Cargas - Ensino médio completo. Experiência comprovada na função. Cursos de Salvatagem, EMCIA, Espaco Confinado e Movimentacao de Cargas.
Salário: Informar pretensão.
ID: [264]Representante Comercial - Experiência na área de vendas no ramo de petróleo; Inglês Avançado. Irá atuar em trabalho externo, captando novos negócios para a empresa. Local de Trabalho: Macaé/RJ. Salário: Informar pretensão.
ID:[263]Operador de Sistemas - Téc. Química ou Ambiental - Formação técnica em química ou ambiental. Experiência na função. Sólidos conhecimentos em sistemas operacionais tais como: estações detratamento de águas/efluentes, incineradores de resíduos, entre outros.
Salário: Informar pretensão.
ID: [262]Estagiário de Ciência Contábeis - Cursando 6º período em Ciências Contábeis, conhecimento de informática e rotinas financeiras. Salário: Informar pretensão.
ID: [260]Engenheiro de Segurança do Trabalho - Formação em Engenharia com especialização em segurança do trabalho. Experiência em implatanção de sistema ISM, experiência em processos de perfuração de poços de petróleo; inglês avançado a fluente; total disponibilidade para viagens nacionais e internacionais. Local deTrabalho: Mácaé/RJ.
Salário: Informar pretensão.
ID: [258]Técnico de Informática Pleno - Ensino superior completo, inglês fluente, experiência em administração de sistemas e redes. Salário: Informar pretensão.
ID: [256]Torneiro CNC - Ensino médio completo. Experiência como torneiro CNC e na fabricação de roscas. Local de Trabalho: Macaé. Salário: Informar pretensão.
ID: [252]Taifeira - Ensino médio completo. Experiência na função. Carteira marítima. Salário: Informar pretensão.
ID: [247]Operador de rádio - Ensino médio compelto. Experiência na função. inglês fluente. Curso de rádio operador, com GMDSS, emitido pela Anatel. Salário: Informar pretensão.
ID: [246]Engenheiro Mecânico - Formação superior completa, CREA, experiência em manutenção de equipamentos, experiência em plataformas de petróleo. Local deTrabalho: Macaé. Salário: Informar pretensão.
ID: [244]Mecânico Sênior - Formação técnica em mecânica, registro no CREA, experiência na função atuando em plataformas de petróleo. Salário: Informar pretensão.
ID: [243]Supervisor de Manutenção Formação técnica em mecânica, registro no CREA, experiência na função atuando em plataformas de petróleo. Salário: Informar pretensão.
ID: [239]Homem de Bomba - Ensino médio completo, experiência comprovada na função, cursos de salvatagem e HUET. Salário: Informar pretensão.
ID: [237]Técnico em Serviços Pleno - Formação técnica em Mecânica ou Eletrônica ou superior completo ou cursando nessas áreas. Experiência na função. Inglês fluente. Local deTrabalho: Macaé, com embarques eventuais. Salário: Informar pretensão.
ID: [235]Operador de Guindaste - Ensino médio completo. Experiência na função. Salário: Informar pretensão.
ID: [234]Marinheiro de Convés - Ensino médio completo. Experiência na função. Certificação apresentada será verificada junto a Capitania dos Portos. Salário: Informar pretensão.
ID: [233]Marinheiro de Máquinas - Ensino médio completo. Experiência na função. Certificação apresentada será verificada junto a Capitania dos Portos. Salário: Informar pretensão.
ID: [230]Eletricista MarítimoEnsino médio completo.Experiência na função. Registro como eletricistamarítimo junto a capitania dos portos.Inglês intermediário.Salário: Informar pretensão.
ID: [206]Assistente Subsea - Formação: Técnico em Mecânica com ênfase em Hidráulica. Curso deSubsea. Conhecimentos de BOP. Salário: Informar pretensão.
ID: [205]Mecânico de Sonda - Formação técnica com registro junto ao CREA. Experiência na função atuando em sondas marítimas. Salário: Informar pretensão.
ID: [203]Operador de rádio. Experiência na função;inglês fluente;superior cursando ou concluído; curso GMDSS, Anatel e CNS-A14. Para trabalhar em plataforma, escala 14x14. Salário: Informar pretensão.
ID: [179]Cozinheiro - Ensino médio completo. Registro junto a capitania dos portos. Experiência na função. Salário: Informar pretensão.
ID: [178]Taifeiro - Ensino médio completo. Registro junto a capitania dos portos. Experiência na função. Salário: Informar pretensão.
ID: [172]Encarregado de Convés - Ensino médio completo. Experiência na função; registro junto a Capitania dos Portos. Salário: Informar pretensão.
ID: [170]Eletricista Sênior - Ensino médio completo; experiência na função atuando em plataformas; inglês intermediário; registro no CREA. Salário: Informar pretensão.
ID: [169]Técnico Eletrônica - Registro no CREA. Inglês intermediário. Conhecimento de ROV. Experiência em manutenção de equipamentos. Salário: Informar pretensão.
ID: [167]Técnico de Segurança do Trabalho - Curso Técnico de Segurança do Trabalho. Experiência Offshore. Inglês fluente. Trabalho offshore/Macaé/RJ. Salário: Informar pretensão.
ID: [156]Marinheiro de Convés - Ensino médio completo; inglês fluente; carteira marítima. Escala de trabalho: 42x42. Salário: Informar pretensão.
ID: [149]2º Oficial de Náutica com experiência em navio tanque. Salário: Informar pretensão.
ID: [148]1º Oficial de Náutica com curso de DP e Inglês Fluente. Salário: Informar pretensão.
ID: [138]Sondador - Ensino médio completo. Experiência em sonda marítima. Inglêsintermediário. Salário: Informar pretensão.
ID: [91]Oficial Superior de Máquinas 1º OM. Para atuar em navio de cabotagem. Salário: Informar pretensão.
ID: [87]Torrista - Ensino médio completo. Experiência na função. Salário: Informar pretensão.
ID: [86]Mestre de Cabotagem - Certificado de Mestre de Cabotagem STCW II/4 - Nível 6. Inglês avançado, preferencialmente. Certificação apresentada será verificada junto a Capitania dos Portos. Salário: Informar pretensão.
ID: [77]Téc. Elétrica - Experiência na função, para atuar em empresa na área de petróleo. Registro no CREA.Salário: Informar pretensão.
ID: [64]Supervisor de Elétrica - Experiência comprovada. Inglês fluente. Trabalho offshore/Macaé/RJ. Salário: Informar pretensão.
ID: [60]Operador de Lastro - BCO Oficial de Náutica. Trabalho Offshore/Macaé/RJ. Salário: Informar pretensão.
ID: [52]Supervisor de Balsa - Ensino médio completo. Certificações. Experiência na função. Salário: Informar pretensão.

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Sampling contrata Instrutores para Combate a Incêndio para trabalhar em Duque de Caxias (RJ)
-->Instrutores para Combate a IncêndioA Sampling está cadastrando instrutores com experiência comprovada em Combate a Incêndio para atuar na unidade em Duque de Caxias - RJ. Os interessados deverão enviar os seus CVs somente para o seguinte e-mail: desenvolvimentorio@sptac.com.br. O processo de seleção será feito em nossa unidade no Rio de Janeiro e/ou na unidade de Caxias. Dúvidas poderão ser esclarecidas com Herbert através do fone (21) 3820-1931

-->Engenheiro com experiência comprovada em Plano de Emergência para trabalhar na área petroquímica durante 01 ano no estado do Amazonas. O processo de seleção será feito em nossa unidade no Rio Janeiro ou na unidade de Macaé - RJ. Os interessados deverão enviar os seus CVs SOMENTE para o seguinte e-mail: desenvolvimentorio@sptac.com.br.

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Analista de Departamento Pessoal
Requisitos: Inglês fluente - Experiência mínima 2 anos em folha de pagamento - Desejável experiência na área de Petróleo. Atividades: Responsável por todos os inputs de folha - Conferência de timesheets - Conferência de folha - Reportes de folha - Controle de gastos dos expatriados.
Os interessados favor enviar currículo para mlobato@swift-technical.com
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Swift Oil and Gas - Vaga Designer/AutoCad para Multinacional na área de Petróleo e Gás
Vaga: Designer AutoCad
Requisitos: Experiência em projetos com AutoCad - Noções de tubulação - Experiência na área de Petróleo e Gás - Inglês Avançado/Fluente. Enviar currículo (Português/Inglês) para lpfeil@swift-technical.com,
Contato: 22174961 / 82249559
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ENGENHEIRO NAVAL: Vivencia mínima 3 anos com indústria naval
Necessário Residente em RJ/SP
Salário a combinar + BENEFÍCIOS
Mandar cv. com pretensão salarial para: curriculo.rst@estaleiromaua.ind.br

TERMINOLOGIA DE SONDA

PORTUGUÊS / INGLÊS 1
É novo em perfuração? Não conhece todos os termos usados na área de petróleo?
Use este guia para não ficar perdido, segue junto a forma de pronúncia de cada termo.

AGITADORES - MUD MIXERS (mâd micssers)
AGITADOR (BATEDOR) DE LAMA -MUD MIXER (mâd micsser)
ANEL DO BOP - RING GASKET (ruing gáskét)
ANEL DE BORRACHA - O’RING (ôuruing)
AUMENTANDO PESO DE LAMA -RAISE MUD WEIGHT (reise mâd uêit)
AUMENTANDO PESO SOBRE BROCA - PUT MORE WEIGHT ON BIT (pât more uêit on bit)
ADICIONANDO PRODUTOS NA LAMA - TREATING MUD (truitin mâd)
BALANÇA DE LAMA - MUD SCALES (mâd iskeilês)
BALÃO DE AR - AIR TANK (ér tanque)
BARRIL - BARREL (barrôl)
BARRILETE - CORE BARREL (cór barrôl)
BARRILETE EXTERNO - OUTER BARREL (auter barrôl)
BARRILETE INTERNO - INNER BARREL (inár barrôl)
BAÚ - MUD BUCKET (mâd bâquet)
BLOCO DE COROAMENTO - CROWN BLOCK (cráun blóque)
BOBINA DE CABO - REEL (ruiel)
BOCA DA CHAVE FLUTUANTE - TONG JAW (tómgui jôr)
BÓIA - BUOY (boi)
BOMBA - PUMP (pâmp)
BOMBORDO - PORT SIDE (pórt saide)
BORESTE - STARBOARD SIDE (istarbord side)
BRAÇOS (do elevador) - BAILS, LINKS (bêilous, linques)
BROCA - BIT (bit)
BROCA DE TESTEMUNHAGEM - CORE BIT (cór bit)
BROCA ENCERADA - BALLED UP BIT (bôuld âp bit)
BUCHA DA HASTE QUADRADA - KELLY BUSHING (quéli buxin)
BUCHA DA MESA ROTATIVA - MASTER BUSHING (mastér buxin)
BURACO DO RATINHO - MOUSE HOLE (mause rôule)
BURACO DO RATO - RAT HOLE (ruát rôule)
CABEÇA DE CIMENTAÇÃO - CEMENTING HEAD (cimentin réd)
CABEÇA DE CIRCULAÇÃO - CIRCULATING HEAD (sârquileitin réd)
CABEÇA DE INJEÇÃO DE LAMA - INJECTION HEAD
CABEÇA DE PRODUÇÃO - TUBING HEAD (tchiubin réd)
CABEÇA DE REVESTIMENTO - CASING HEAD (kêissin réd)
ARAME - WIRELINE (uaierláine)
CABO DE PERFURAÇÃO - DRILLING LINE (druiling láine)
CABO DE REBOQUE - TOW LINE (tôu láine)
CABO SUSPENSÓRIO - BRIDLE LINE (bráidêl láine)
CAIXA - BOX (bócssi)
CAIXA TRANSMISSORA - COMPOUND (compáund)
CAL - LIME (láime)
CALCÁRIO - LIMESTONE (láimestone)
CALHA DE LAMA - MUD DITCH (mâd dêtch)
CANHONEIO - PERFORATING (pârfureitin)
CASA DO SONDADOR - DOG HOUSE (dóg rause)
CASCALHO - CUTTINGS (câtinguis)
CATARINA - TRAVELLING BLOCK (truávelin blóqui)
CAUDA - TAIL PIPE (têiel páip)
CENTRALIZADOR DO TOTCO (ARANHA) - BAFFLE PLATE / CROWS FOOT (báfôl pleit / crôus fút)
CENTRÍFUGA - CENTRIFUGE (centrifiuge)
CESTA - BASKET (báskét)
CHAPAS DE AÇO - STEEL PLATES (ístil plêites)
CHAVE DE BOCA - OPEN ENDED WRENCH (ôupen endid ruêntch)
CHAVE DE BROCA - BIT BREAKER (bit breika)
CHAVE DE FENDA - SCREWDRIVER (iscrudraiver)
CHAVE DE TUBO - PIPE WRENCH (páip ruêntch)
CHAVE CORRENTE - CHAIN TONGS (tchéin tómguis)
CHAVE HIDRÁULICA - HYDRAULIC TONG (ráidróleque tómgui)
CHAVE INGLESA - CRESCENT WRENCH (créssent ruêntch)
CHAVE(S) FLUTUANTE(S) - TONG(S) (tómgui(s)
CIMENTO - CEMENT (ciment)
CIRCULAÇÃO REVERSA - REVERSE CIRCULATE (ruiversse sârquileit)
CIRCULANDO - CIRCULATING (sârquileitin)
CIRCULANDO POR ORDEM DO GEÓLOGO - CIRCULATING FOR GEOLOGIST (sârquileitin fór giologist)
COLAR DE SEGURANÇA - DRILL COLLAR CLAMP (druil cola klâmp)
COLAR FLUTUANTE - FLOAT COLLAR (flôut cola)
COMANDO CURTO - PONY COLLAR / SHORT DRILL COLLAR (pôuni colá / shórt druil colá)
COMANDO DE PERFURAÇÃO - DRILL COLLAR (druil cola)
COMANDO ORIENTADOR - K-MONEL (quêi-mónel)
COMBUSTÍVEL - FUEL, DIESEL, OIL (fíul, disôl, óel)
COMPLETAÇÃO - COMPLETION (complichion)
CONDICIONADO (Lama) - CONDITIONING (Mud) (condichioning) (mâd)
CONECTANDO BROCA E SUB - PICK-UP BIT AND BIT SUB (piqueap bit and bit sâbi)
CONECTANDO CONJ. FUNDO DO POÇO (COMPONDO COLUNA) - MAKE-UP BOTTOM HOLE ASSEMBLY (mêiqueap bótom rôule assembli)
CONECTANDO ESTABILIZADOR - PICK-UP STABILIZER (P.U. STAB) (piqueap esteibilaizer)
CORRENDO CABO - MOVE(SLIP)DRILLING LINE (mouve druiling láine)
CORRENDO PERFIS - RUN LOGS (LOGGING) (rân loguis) (lóguin)
CORRENTE - CHAIN (tchéin)
CORRENTE DE ENROSCAR TUBOS - SPINNING CHAIN (ispining tchéin)
CORRENTE DE MESA - ROTARY CHAIN (rôutari tchéin)
CORRIMÃO - HAND RAIL (rand rêil)
CORTANDO CABO - CUT DRILLING LINE (cât druiling láine)
CORTANDO CIMENTO - CUT CEMENT (cât ciment)
CORTANDO TESTEMUNHO - CUT CORE (cât cór)
CUNHANDO REVESTIMENTO - SET CASING ON SLIPS (sét kêissin on islipis)
CUNHAS - SLIPS (islipis)
CURSO (da bomba) - PUMP STROKE (pâmp istróuqui)
CUSTO - COST (cóst)
DANIFICADO - DAMAGED, TORN UP (dâmedit, tórni ap)
DANO - DAMAGE (dâmed)
DEITANDO (no estaleiro) - LAY DOWN (lei dáun)
DENSIDADE DE LAMA - MUD WEIGHT (mâd uêit)
DENTES - TEETH (tífi)
DENTES QUEBRADOS - BROKEN TEETH (brôuken tífi)
DESAREADOR - DESANDER (dissander)
DESCENDO COLUNA - RUN IN HOLE (R.I.H.) (rân in rôule)
PEÇAS PARA BOMBA DE LAMA (MUD PUMP PARTS)
BORRACHA DO PISTÃO - PISTON RUBBER (pístôn ruabêr)
CAMISA - LINER (láinêr)
DESCARGA DA BOMBA - PUMP DISCHARGE (pâmp distcharge)
GUIA DA VÁLVULA - VALVE GUIDE (válve gaide)
HASTE DO PISTÃO - PONY ROD (pôuni ród)
HASTE INTERMEDIÁRIA - INTERMEDIATE ROD (intérmidiat ród)
JUNTA DA CAMISA - LINER GASKET (SEAL) (láinêr gásquet) (siâu)
MÓDULO DA BOMBA - FLUID END (flúid ênd)
MOLA DA VÁLVULA - VALVE SPRING (válve ispring)
SEDE DA VÁLVULA - VALVE SEAT (válve sít)
SUCÇÃO DA BOMBA - PUMP SUCTION (pâmp sâquichon)
VÁLVULA DE SEGURANÇA - SHEAR RELIEF VALVE (Pop off ) (xiâr ruilif válve) (póp ófi válve)

BÁSICO DE PETRÓLEO

O que é?
É uma substância oleosa, inflamável, menos densa que a água, com cheiro característico e de cor preta, basicamente constituído de hidrogênio e carbono (hidrocarboneto).

Onde se encontra?
O petróleo somente é encontrado em bacias sedimentares, ou seja, em bacias geológicas provenientes de sedimentos vegetais, minerais e animais depositados durante os milhares de anos.
Como foi formado?
O petróleo nasce numa rocha de formação (rocha geradora) através da transformação de materiais sedimentados, com alta temperatura e pressão.
Após formado nesta rocha o petróleo sofre um processo de migração através das fendas das rochas até achar uma rocha porosa (reservatório) que seja coberta por uma outra rocha selante (trapa).
Métodos de procura
Métodos Geológicos: Geologia de superfície, Aerofotogrametria, Geologia de subsuperfície.
Métodos Potenciais: Gravimetria e Magnetometria .
Métodos Sísmicos: Sísmica.
Quais são os equipamentos/materiais e recursos usados na perfuração de poços de petróleo?
Equipamentos:

Alguns dos equipamentos para manuseio de coluna de tubos:

(a) Estrutura da sonda: torre, mesa rotativa, sistema de elevação/movimentação, bombas de “lama”. Em uma sonda de petróleo a estrutura que surge em primeiro plano é a torre, uma estrutura metálica em treliças, que tem, entre outras funções, a de sustentar o conjunto de tubos (drill pipes) denominado de coluna de perfuração, enroscados um a um através das chaves flutuantes.
No alto da torre há um conjunto de polias fixas (bloco de coroamento) e outro móvel com um hook em sua extremidade (catarina). Na base da torre (drill floor) um guincho pelo qual passa um cabo de aço interligando-o com o bloco de coroamento e a catarina. Esse guincho, comandado pelo sondador, é destinado a elevar ou descer a coluna de perfuração.
No centro do drill floor, alinhada com o centro do bloco de coroamento, temos a mesa rotativa (M.R.). A mesa rotativa possui um orifício central, pelo qual passa a coluna de perfuração. Mesa rotativa e coluna de perfuração (drill pipes) tornam-se solidários pelo encaixe da cunha para drill pipes na mesa. Possantes motores acionam a mesa rotativa, em velocidades reguláveis, transmitindo o movimento de rotação para a coluna de perfuração.
A coluna de perfuração é composta por tubos de perfuração (DP), tubos HW (intermediários) e tubos pesados - DC ou comandos - , cuja funções são aplicar peso sobre a broca (fornecido pelos DC’s, preservando desse esforço os tubos de perfuração), transmitir rotação para a broca e permitir a circulação de fluidos.

(b) Brocas


Quanto às brocas, colocadas na ponta da coluna, é o equipamento que perfura, lasca, quebra e tritura as Formações. Podem ser de vários tipos e tamanhos, a depender da profundidade e do tipo de rocha a ser perfurada.

(c) Fluido de Perfuração
Finalmente, o elemento responsável por carrear o cascalho, refrigerar e lubrificar a broca, conter as paredes do poço e evitar a irrupção de gás e/ou óleo (kick) é o fluido de perfuração, popularmente conhecido como LAMA. Esta lama recalcada por bombas especiais (bombas de lama), atinge a broca e passa por seus bordos, retornando à superfície pelo espaço anular compreendido entre a coluna de perfuração e as paredes do poço.

Crescimento populacional e a perda de biodiversidade

A população humana recentemente ultrapassou o marco de 6 bilhões de habitantes, tendo dobrado nos últimos 40 anos. Suprir a crescente demanda alimentar sem destruir novas áreas naturais tem sido um dos maiores desafios da atualidade. Muito embora o aumento na produtividade não signifique o fim da desnutrição, este constitui um fator que contribui para uma melhoria do futuro da maioria da vasta população mundial.
É amplamente aceito que os sistemas agrícolas dos países em desenvolvimento terão que atender a crescente demanda industrial e agrícola do consumo da população. É estimado que para o arroz, um aumento de 70% da produtividade seja necessário até o ano de 2025 para suprir sua crescente demanda. Tal aumento é tão insustentável como serão os resultados da severa depleção dos recursos naturais mundiais, principalmente nas regiões tropical e subtropical que concentram cerca de 80% da biodiversidade global (Taylor & Fauquet, 2000).
Nos últimos trinta anos as práticas da Revolução Verde têm alcançado um grande aumento nas colheitas de grãos. Nesta estratégia uma combinação de reprodução vegetal, aplicações agroquímicas e irrigação são utilizadas para maximizar as colheitas. Tais práticas já obtiveram aumentos de cerca de 130% nas colheitas em países subdesenvolvidos desde 1970. Graças a estas práticas, a Índia foi capaz de aumentar sua auto-suficiência alimentar, diminuindo as importações e limitando a destruição de habitats naturais (Taylor & Fauquet, 2000).Cientistas, agrônomos e políticos esperaram por muito tempo uma nova revolução na agricultura que ao mesmo tempo obtivesse incremento na produtividade, mínimo impacto ambiental e estivesse acessível a pequenos produtores. Para muitos a Biotecnologia cumpre com estes objetivos. A transferência de genes entre espécies é sem dúvida um dos mais inovadores aspectos desta tecnologia pois permite o rompimento da barreira entre espécies, sendo este limitado apenas pelo tempo, nossa imaginação e implicações éticas e de biossegurança. Biotecnologia portanto, representa um imenso potencial de ação para o bem-estar da humanidade, desde que os riscos desta nova tecnologia sejam mensurados e controlados.

A natureza mostra força contra a destruição humana

Ilhas irão sumir, as doenças tropicais irão aumentar e espécies serão extintas enquanto o mundo aguarda a boa vontade russa em assinar o Protocolo de Kyoto – principal arma contra o aquecimento global.

No pouco tempo em que o homem habita a terra ele foi capaz de criar aviões, carros, potentes indústrias, a internet, a escrita e chegar a lua. Tudo isso às custas do meio ambiente que cedeu toda a matéria-prima para as invenções humanas e, em troca, foi agredido mais do que por qualquer outro ser vivo de todos os tempos. Mas agora a natureza está entregando a conta e ameaçando tudo o que o homem criou e a principal resposta à destruição é o aquecimento global. Cerca de 160 mil pessoas morrem por ano de doenças como malária até subnutrição em conseqüência disto e o quadro pode ser ainda mais alarmante em 2020, quando este número poderá dobrar, alertaram no início do mês cientistas da Organização Mundial da saúde e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. O estudo realizado pelos especialistas mostra que as crianças de países em desenvolvimento parecem ser as mais vulneráveis.
Durante a Conferência Mundial de Mudanças Climáticas, em Moscou, o professor Andrew Haines, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, disse que as estimativas ainda não haviam sido publicadas e que a maioria das mortes são em países em desenvolvimento na África, América Latina e Sudoeste da Ásia. Estas regiões têm sido fortemente abalados por ondas de subnutrição, diarréia e malária causadas pelas temperaturas recordes, enchentes e secas. “O estudo sugere que as mudanças climáticas podem trazer alguns benefícios para a saúde, assim como diminuir as mortes relacionadas com o frio e aumentar a produção das colheitas nas zonas temperadas, mas em compensação os casos de outras doenças irão aumentar”, afirma o pesquisador.

Reviravoltas climáticas

As previsões para o futuro em um mundo com temperatura mais elevadas não são das melhores. “A mudança dos padrões de chuvas, ventos e circulações dos oceanos que acompanham a elevação das temperaturas podem levar, particularmente nos países em desenvolvimento, à redução da produção agrícola, aceleração da extinção das espécies, alteração no suprimento de água doce, maior número de ciclones, tempestades de chuva e neve fortes e mais freqüentes”, afirma Mário Monzoni, da entidade Amigos da Terra – Amazônia, no livro “Mudanças Climáticas – tomando posições”.

A publicação ainda faz um alerta com relação ao aumento do nível do mar, como conseqüência do derretimento acelerado das geleiras. “O Ártico já perdeu 6% de sua área entre 1978 e 1996, um ritmo quatro vezes maior que o registrado no século XIX. Nestes casos, os impactos poderão ser potencialmente irreversíveis”, lembra o autor. Em setembro deste ano, uma das maiores placas de gelo do Ártico rompeu-se em decorrência do aquecimento global. Depois de se manter sólida por três mil anos, a placa de gelo conhecida como Ward Hunt, que fica na costa norte da ilha de Ellesmere, no território canadense de Nunavut, partiu-se em duas. Hoje um rio de água doce corre pela rachadura em direção ao mar, segundo relatos de cientistas americanos e canadenses.
Uma das conseqüências disso será a possibilidade de inundação a médio ou longo prazo de países insulares e cidades situados em zonas costeiras que são os mais vulneráveis à mudança do clima. “Estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas vivem em áreas que podem ser diretamente impactadas (Bangladesh e Holanda, além de cidades como Boston e Nova York)”, destaca Monzoni.No último século a temperatura da Terra aumentou em 0,5 graus centígrados no último século e, se os níveis atuais de emissões forem mantidos, o aumento será cerca de 1 a 3,5 graus até o ano 2060, de acordo com o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) de 1996, publicado pela Universidade de Cambridge.Em 2002, uma densa e ampla nuvem de poluentes que se estendia do Japão ao Afeganistão perdurou na lista das grandes catástrofes ecológicas do mundo preparada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência. A grande massa de ar de tonalidade marrom e que possuía 3 km de espessura resultava de emissões de gases produzidos por fábricas, usinas termelétricas e escapamentos dos automóveis.

Congresso Mundial de Mudanças Climáticas

No início de outubro de 2002, governadores, pesquisadores científicos, empresários e ambientalistas de todo o mundo estiveram reunidos em Moscou para discutir quais as ações que devem ser tomadas para reverter o processo de aquecimento global. De 29 de setembro a 3 de outubro de 2003, a capital russa foi sede da Conferência Mundial de Mudanças Climáticas. Entre os temas que foram abordados estão problemas gerais decorrentes das mudanças climáticas, como influência humana, o papel dos oceanos, atmosfera e superfície terrestre e os eventos extremos; os impactos ecológicos, sociais e econômicos do aquecimento global; saídas para resolver o problema das emissões de gases do efeito estufa; políticas de desenvolvimento sustentável; o futuro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC); e a efetivação do Protocolo de Kyoto.A expectativa era que o governo russo anunciasse a ratificação do Protocolo de Kyoto durante o evento. Porém antes mesmo do seu início, fontes do alto escalão do Kremlin já avisavam que a Rússia não assinaria o acordo – passo necessário para trazer força ao pacto mundial – até ter garantias dos seus benefícios. “Nós precisamos receber garantias de que haverá distribuição de projetos ou de compras das nossas cotas. Estas garantias devem ser dadas pelas empresas estrangeiras e pelos países”, as fontes afirmaram.
Na abertura do evento, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que ainda estava estudando o protocolo e que a decisão só seria tomada no fim do Congresso, levando-se em consideração os interesses nacionais da Rússia. Porém a Conferência terminou e a decisão foi postergada para 2004. Após o discurso de Putin, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan pediu ao país que ratificasse Kyoto, afirmando que o pacto é o primeiro passo na luta contra o aquecimento global.

“Se as previsões estiverem certas, nossos filhos e netos não irão entender como permitimos que isso acontecesse”, declarou Annan. Já o recado vindo do secretário-executivo da Convenção Quadro de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, Joke Waller-Hunter, que administra Kyoto, para Putin foi que ele deveria ser mais específico ao indicar qual será a data da ratificação.
Depois das críticas, Putin se levantou e advertiu improvisadamente que talvez o aumento de 2 a 3 graus nas temperaturas não amedrontem tanto os países do norte, e que, pelo contrário, talvez fosse algo bom. “Você terá que gastar menos dinheiro em casacos de pele e outras roupas quentes. Especialistas em agricultura dizem que nossa produção agrícola está aumentando e continuará crescendo. Graças a Deus”, Putin afirmou. Entretanto, ele disse ainda que a Rússia também terá que levar em conta os desagradáveis problemas climáticos de todo o mundo.
No início de setembro de 2003 o ministro de desenvolvimento econômico e de comércio da Rússia, Mukhamed Tsikanov, afirmou que dificilmente o país ratificaria o Protocolo de Kyoto neste ano, pois o país ainda tem muitas dúvidas sobre seu funcionamento na prática. O Protocolo é o primeiro acordo que prevê o uso de mecanismos de mercado para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa. Com ele, os países capazes de retirar carbono da atmosfera além das cotas previstas poderão vender as cotas extras para outros países. Tsikanov ressaltou, porém; que o Protocolo só terá efeito econômico quando ficar claro como as cotas serão negociadas e como os projetos de cooperação internacionais serão organizados.

Dúvidas sobre o funcionamento de Kyoto

Observadores internacionais que participaram do Congresso ficaram surpresos com a atitude e têm dificuldades em interpretar quais são os reais motivos da Rússia para não ratificar o acordo.
As metas estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto mostram que Vladimir Putin só tem a ganhar com sua entrada em vigor. O acordo obriga 39 países desenvolvidos a deixar, no período de 2008 a 2012, a emissão de dióxido de carbono e outros gases nocivos 5,2% menor do que o índice global registrado em 1990.
Como o setor industrial russo entrou em colapso depois de 1990, com a abertura política; hoje o país emite menos poluição do que a 13 anos atrás, já que reduziu o número de fábricas. Como conseqüência disso, a Rússia sairia ganhando com a ratificação, pois poderia negociar cotas extras de permissão para emitir poluentes.
“A Rússia pretende extrair o máximo de vantagem política ao ratificar o Protocolo”, afirmou na Rádio Eco de Moscou no primeiro dia da Conferência, o ambientalista Alexei Yablokov. Esta não é a primeira vez que o país mantém esta estratégia. O exemplo mais próximo é a crise do Iraque, quando as autoridades russas se opuseram a invasão ao país enquanto negociavam nos bastidores. A posição do secretário de defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, que afirmou que “não seriam respeitados os interesses russos”, obrigou Moscou a manter a postura inicial.
A reação mais contundente contra a decisão da Rússia de adiar o pronunciamento sobre Kyoto veio de Paris. A ministra do meio ambiente da França, Roselyne Bachelot, entregou a Putin uma carta do presidente Jacques Chirac onde este expressava a “absoluta necessidade” da Rússia ratificar o Protocolo. Roselyne Bachelot afirmou durante a Conferência que a posição do presidente russo não significa uma mudança radical de sua postura.
A ministra atribuiu o pronunciamento de Putin a necessidade de convencer uma comunidade científica russa dividida sobre a questão e uma opinião pública que é menos sensível às questões ambientais que os países ocidentais. Participaram do evento cerca de duas mil pessoas, vindas de mais de 100 países. “A Rússia pode desempenhar um papel de liderança e contribuir para a solução do problema das alterações do clima, ou pode escolher ficar do lado de George W. Bush”, afirmou o consultor político do Greenpeace Steven Guilbeault.

CONCEITOS EM ECOLOGIA

Ao perceber a enorme dificuldade de colegas de trabalho iniciantes e de estudo, resolvi colocar uma integra relacionada aos conceitos principais de alguns termos muito usados no meio das Ciências Ambientais.

Ecologia = Biologia ambiental. Estudo da relação de um organismo ou de grupos de organismo com o ambiente em que vivem, ou estudo das relações que os organismos mantêm entre si.
Ecólogo = Cientista que estuda tais relações dos seres vivos.
Ecologismo = Movimento Ecologista. Termo introduzido em 1979, significando um movimento ideológico aparelhado com dupla visão, composta de um elemento político autônomo e de um movimento social que conduz a sociedade a valorizar seus desejos culturais e a natureza.
Ecologista = Ambientalista. Adepto do movimento ecologista.
Ecossistema = Sistema ecológico natural, constituído por seres vivos (componentes bióticos) em interação com o ambiente (componente biótico) onde existe um fluxo de energia que conduz a uma estrutura trófica, uma diversidade biológica e uma ciclagem de matéria, com uma interdependência entre os seus componentes.
Biótico = Que tem vida. Componentes vivos de um ecossistema.
Abiótico = Sem vida. São os fatores ambientais físicos (ex. clima), químicos (ex. água e oxigênio como inorgânicos, e ácidos húmicos como orgânicos) de um ecossistema.
Trófico = Relativo à alimentação.
Biomassa = Massa de matéria viva. Matéria orgânica viva, presente num determinado tempo por unidade de área ou de volume (de água).
Biota = Todos os componentes vivos de um determinado sistema ecológico ou ecossistema.
Biodiversidade = Diversidade biológica. Variação do número de espécies em determinado ecossistema.
Biosfera = Ecosfera. Espaço do globo terrestre ocupado pelos seres vivos. Portanto, refere-se a toda superfície terrestre (litosfera), as águas (hidrosfera) e a porção da atmosfera habitada pelos organismos que voam ou que flutuam.
Adaptações = Adaptação ecológica. Capacidade que tem determinado ser vivo de ajustar-se a um ambiente, devendo-se entender que "ajustar-se" é uma conseqüência genética.
Habitat = Biotopo. Determinado espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos se interagem, formando condições mínimas para a manutenção de um ou de muitos organismos.
Cadeia Alimentar = Série de organismos de um ecossistema, através dos quais a energia alimentar proveniente dos produtores, que são os clorofilados, é transferida de um organismo para outro, numa seqüência de organismos que ingerem e que são ingeridos. A cadeia é, em geral, constituída pelos seguintes níveis tróficos, produtores primários, consumidores de primeira ordem ou herbívoros, que devoram os produtores primários, em seguida vem os consumidores de segunda ordem ou carnívoros de primeira ordem, que se alimentam dos herbívoros; seguem-se os consumidores de terceira ordem, que devoram os consumidores de segunda ordem, e assim por diante.
Teia Alimentar = Rede alimentar. É um entrelaçamento de diversas cadeias alimentares, ou seja, as cadeias alimentares não são seqüências isoladas e por isso podem estar interconectadas através de um ou mais de seus componentes.
Antrópico = Relativo ao ser humano. Quando se refere a "meio antrópico" queremos dizer tudo que diz respeito ao homem, ou seja, os fatores sociais, econômicos e culturais, em interação com o ambiente em que ele vive.
Agrossistema = Agroecossistema = Ecossistema agrícola. Sistema ecológico introduzido e manipulado pelo homem, constituído por seres vivos (biótico) em interação com o ambiente (biótico)
Agroecologia = Aplicação de princípios ecológicos nas ciências agronômicas.
Poluição = Efeito acarretado pelo procedimento humano de lançar na natureza, resíduos, dejetos ou qualquer outra material que altere as condições naturais do ambiente, contaminando ou deteriorando a fonte natural de recursos: ar, terra e água, sendo prejudicial ao próprio homem ou a qualquer ser vivo.
Conservação = É o manejo dos recursos do ambiente, com o propósito de obter-se a mais alta qualidade sustentável da vida humana, sem que esses ambientes percam sua originalidade.
Preservação = Ação de proteção e/ou isolamento de um ecossistema com a finalidade de que ele mantenha suas características naturais, por constituir-se como patrimônio ecológico de valor.
Contaminação = resultado do contato de organismos, geralmente o ser humano, com substâncias nocivas à saúde, tais como substancias tóxicas ou radioativas ou organismos patogênicos. A contaminação refere-se ao efeito do contato com solventes.
Deterioração = Ação ou efeito de deteriorar. Por em mau estado, danificar, estragar, arruinar.
Desenvolvimento Sustentável = Ecodesenvolvimento. Melhoria da qualidade de vida, dentro da capacidade de suporte dos ecossistemas, ou desenvolvimento visando às necessidades do presente, sem comprometer-se à disponibilidade de recursos que as gerações futuras necessitarão, ou desenvolvimento sócio-econômico, respeitando e procurando manter as características da natureza, sendo portanto baseado em princípios ecológicos, para exploração dos seus recursos; esperando-se com isso, que sejam evitados o desperdício e a degradação ambiental.
Degradação = Redução de um recurso natural renovável até um certo nível de produção sustentável, ou seja, refere-se a explotação até uma taxa limite de reconstituição natural.
Explotação = Ação ou efeito de explorar.Explorar economicamente os recursos naturais de uma determinada área.

Consciência ambiental, consumo sustentável, Como trabalhar o Ensino?


Introdução

Para começar temos que fazer uma escolha: optar entre o capitalismo selvagem ou os preceitos da Agenda 21 (aprovada na Rio 92), que procura harmonizar desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, assegurando um permanente respeito e cuidado com a Biodiversidade.
Para tal escolha devemos rever alguns dados: existe no Brasil aproximadamente 35 mil latifúndios com área superior a 1000 hectares cada, o que significa uma área improdutiva de 153 milhões de hectares (correspondente à soma dos territórios da França, Alemanha, Espanha, Suíça e Áustria). As áreas com menos de 10 hectares representam quase 53% das propriedades rurais e ocupam menos de 3% da área total. Os latifúndios com mais de 1000 hectares representam menos de 1% dos estabelecimentos rurais, mas ocupam 43,8% da área total. Tais informações nos mostram como o Brasil vê a sua situação latifundiária. Quanto à Biodiversidade podemos observar que o Brasil é um dos países mais ricos em fauna e flora no conjunto dos seus Ecossistemas (Floresta Amazônica, Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica, Campos, Zona Costeira e Marinha); mas através de ações do Homem gradativamente esses Ecossistemas estão sendo destruídos. Portanto temos problemas antigos para serem resolvidos como: reforma agrária; diminuição da Biodiversidade pela exploração dos recursos naturais; poluição dos rios, mares, lagos, lagoas e do ar; crise energética; a fome (num país tão rico), etc.
Para todos estes problemas existe uma grande quantidade de leis (o Brasil apresenta boas leis sobre o Meio Ambiente), mas acontece que algumas são cumpridas integralmente, outras parcialmente e outras não são cumpridas. Temos, portanto uma série de problemas que os Governos têm que tentar resolver a fim de que o Brasil não se torne um país de 4º mundo, isto é, muito abaixo da linha de pobreza; toda a Sociedade deve participar dessa mudança, com toda a integração possível.

Mas enquanto esperamos do Governo soluções dos grandes problemas nacionais, o que nós professores podemos fazer? Pois somos os melhores agentes de transformações sociais. Podemos criar entre nós e principalmente nos alunos, uma consciência ambiental; pois eles têm que saber que temos que cuidar desta nave chamada Terra; a fim de que possamos deixar paras as outras gerações um lugar com possibilidade ainda de vida.
"Atualmente, mais do que nunca, precisamos de imaginação e criatividade de todos para que a Sociedade atravesse uma transformação maciça, necessária ao surgimento de uma Sociedade Planetária". (Margaret Mead)
De certa forma, todos nós somos educadores ambientais, e como disse o Professor Marcos Sorrentino, em 1997:
"Todo indivíduo que coloca para si o desafio de implementar a mudança de comportamento, essencial para que o Planeta Terra possa sobreviver e oferecer condições de vida para pessoas que ainda não nasceram ou que já nasceram mas estão excluídas de qualquer benefício."Portanto, podemos pensar a nossa realidade e traçar caminhos para passar dos problemas à conquista dos sonhos, através da Educação Ambiental.

A Educação Ambiental ocorre em três áreas:

Educação Formal:
É a que se desenvolve na escola, que apresenta um currículo oficial e um currículo oculto, e que a soma dos dois forma o currículo real.

Educação Não-Formal:
É a que se direciona a comunidade e onde cabe uma grande diversidade de propostas, e que tem como objetivos a melhoria da qualidade de vida da comunidade e também o fortalecimento da cidadania. Como exemplo disso, está nos: "5 menos que são 5 mais", slogan criado para identificar cinco atitudes que geram economia nos custos empresariais e, ao mesmo tempo, diminui o abuso do uso dos recursos naturais:

1 - Economia de energia,
2 - Combate ao desperdício de matérias-primas,
3 - Economia de água,
4 - Redução da poluição do ar ou sonora e
5 - Coleta seletiva e reciclagem do lixo.

Educação Informal:
É aquela transmitida informalmente, como o próprio nome diz e ocorre através das notícias dos jornais, rádio ou TV, de filmes ou vídeos, por um trabalho artístico, uma peça teatral, um livro, ou ainda por campanhas publicitárias, educativas ou fiscalizadoras.

Educação Ambiental só é eficiente quando trabalha três esferas ou domínios.

ESFERA COGNITIVA:
É o campo do conhecimento onde a pessoa recebe as informações básicas sobre os temas que estão sendo trabalhados, sobre a área natural e o mundo construído pelo ser humano. Quanto maior conhecimento houver sobre o assunto, maior será o amor.

ESFERA AFETIVA:
É simbolizada pelo amor pela mãe-natureza. Sem ela a Educação Ambiental perde efetividade, pois é através da esfera afetiva que as pessoas se sensibilizam para agir em favor do ambiente e de um mundo sustentável.

ESFERA DO DOMÍNIO TÉCNICO:
Para exercer o desenvolvimento sustentável não bastam as informações teóricas, ou gostar da questão. Deve-se conhecer formas para transformar a teoria em prática. Por isso, a transmissão deste conhecimento é fundamental, como parte da Educação Ambiental.

Não existe uma única regra para trabalhar em Educação Ambiental, tanto na Educação Formal como na Não-Formal.
Como exemplo, uma proposta do educador Paulo Freire está no uso das duas siglas (NIPS e UAIS):
- NIPS significa - NECESSIDADES/INTERESSES/PROBLEMAS, que na prática, significa que o educador deve partir da realidade local, estudando as necessidades, interesses e problemas vividos pelo público-alvo. Em função disso, estabelecem-se as UAIS.
- UAIS significa - UNIDADES DE APRENDIZAGEM INTEGRAIS que, na prática, consistem basicamente na seleção de um ou mais temas centrais que façam parte das necessidades, interesses e problemas do público-alvo.

Isso será o ponto de partida para trabalhar as três esferas: Cognitiva, Afetiva e Domínio Técnico, facilitando o trabalho interdisciplinar, usando como base às questões locais e valorizando as experiências da comunidade local, que são princípios da Educação Ambiental.

A Educação Ambiental trabalhada desta maneira faz com que a "poeira levante", para as pessoas porem a "mão na massa", "mudarem o mundo", partirem de "baixo para cima".

A melhoria da aprendizagem só ocorre quando fazemos trabalhos interdisciplinares, através de grandes temas, a fim de que o aluno comece a ter conhecimentos, habilidades, competências e valores muito mais amplos.
Isto é o que chamamos de Educação Libertadora e cujo principal objetivo não é apenas educar as pessoas para que elas atinjam níveis mais elevados e sim contribuir para a transformação social, tornando as pessoas iguais, e que todas tenham as mesmas possibilidades de alimentação, estudo, casa, etc. Esta Educação Libertadora produz nos indivíduos uma consciência de maior cidadania; inclusive a Consciência Ambiental.

Para um trabalho de Educação Ambiental é necessário conhecer as fases que denominamos de P.P.P: PLANEJAMENTO,PROCESSO e PRODUTO.

- Qual a nossa realidade local?
- O que a gente quer fazer? (esses são os nossos objetivos)
- Quais os recursos que já existem?
- Quais recursos que são necessários?
-Vamos criar atividades (visitas de campo, jogos, material didático, campanhas, palestras etc.)
- Precisamos criar materiais didáticos ou podemos adequar os que já existem?
- Como vamos montar nosso cronograma de atividades (quanto tempo a gente vai gastar em cada etapa?)
- Nosso pessoal precisa ser treinado?
-Nossos objetivos foram alcançados?
- Os resultados mostram o que precisamos mudar no cronograma?
- Quem sabe se mostrarmos nossos resultados conseguiremos apoio para a continuação do programa ou a criação de novos?
- Como podemos divulgar os nossos resultados?

Todo o resultado é importante: devemos tentar aprender com todas as experiências, boas e ruins. Se tivermos sucesso, ótimo. Mas se não saírem como queríamos, não quer dizer que a experiência não foi válida. Devemos buscar entender o porquê isso ocorreu, para não repetir o erro.

Conceitos básicos:
Devemos lembrar os três conceitos básicos relativos a lixo, que são conhecidos como os 3R: Redução, Reutilização, Reciclagem.

1 - Redução
- Diminuição do consumo;
- Comprar produtos duráveis;
- Adotar um consumo mais racional;
- Dividir com outras pessoas materiais como: jornais, revistas, livros, etc.


2 - Reutilização
Recuperação de móveis e objetos;
Embalagens para outros usos (caixas de sapato, sacos de supermercado, potes etc.); e
Roupas, sapatos, brinquedos (utilizados por outras pessoas).

3 - Reciclagem
- Após a coleta seletiva são encaminhados para as indústrias de reprocessamento. (Jornais, vidros, plásticos, alumínio, outros metais).

Dos três R é necessário entrarmos em detalhes sobre a reciclagem, pois ela além da melhoria do meio ambiente é a que produz grande volume de dinheiro e emprega um grande contingente de trabalhadores.